20 de ago. de 2008

Arte Rupestre


Tenho verdadeira paixão por arqueologia e sou adepta incondicional de ecoturismo . Para minha sorte vivo em um Estado muito rico em sítios arqueológicos , onde há a maior concentração de inscrições rupestres no Brasil . Sempre que posso vou ao Parque Nacional de Sete Cidades , um lugar mágico, indescritível.
Serra da Capivara , no município de São Raimundo Nonato-Pi , é outro Parque Arqueológico incrível, onde há muitos sítios de arte rupestre , com cenas de acasalamento , caça , animais , etc. Na pré-história a arte também imitava a vida .
Recebi esse texto de um amigo e posto aqui pois achei muito interessante ...
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ARTE RUPESTRE
"Aqueles que desconhecem seu passado, estão condenados a repeti-lo" (Rosane Volpatto)
As mãos manchadas de sangue deixam uma silhueta estampada na parede da caverna, o homem pré-histórico a percebe e isso passa a se constituir a descoberta mais sensacional. Será através das mãos, instrumento de preensão técnica, que ele reproduzirá suas experiências, manifestando-se conscientemente através da arte. As silhuetas das mãos, assim como dos pés, são encontradas entre as manifestações artísticas mais primitivas do mundo.

Descobrindo o homem que sabia desenhar, encheu as paredes de sua caverna com pinturas. Neste período, tais desenhos ensaiam os primeiros passos e ainda não são arte no sentido pleno, porque não possuem substância, não mobilizam em sua plenitude, os efeitos da linha e da cor. Este primeiro ser que feriu a tranqüilidade da pedra, para dar um risco explicativo e intencional, estava no período infantil. Este indivíduo primitivo, cuja mentalidade o índio encontrado no Brasil conservava, ainda era presa do primeiro choque, do primeiro espanto diante da multiplicidade da vida. Por isso, gisava, riscava e gravava coisas simples a que chamamos de inscrições lapidares, inscrições petrográficas ou desenhos rupestres.
Esta arte rudimentar já foi encontrada em todos os lugares da terra. E, os motivos dos desenhos, são geralmente idênticos: linhas verticais, paralelas e transversais; círculos, círculos concêntricos, espirais, o pé humano, a figura humana e animais. Estes desenhos rupestres formam um patrimônio comum, sem nenhuma interdependência, como criação espontânea e intuitiva. Sabe-se que produtos de intercorrência, não implicam necessariamente relações ou contato culturais.
De início, alguns estudiosos acreditavam que as cavernas pintadas constituíssem a vivenda dos homens primitivos, com seus adornos e sua decoração. Entretanto, com o tempo, descobriu-se que as galerias, contendo pinturas, constituíam na realidade santuários, centros rituais e iniciáticos. A arte foi então, um instrumental que tornou possível a concretização do mundo mítico e a exposição de seus conceitos mágico-religiosos. As pinturas faziam parte de um ritual que se completava com mímica, danças e relatos de lendas. Através destes rituais, que o homem procurava curar as doenças, eliminar os inimigos, apaziguar os deuses e provocar ou acalmar a natureza. Concluindo, a arte e a magia andavam de mãos dadas, indissolutas.

O Brasil possui valiosos sítios arqueológicos em seu território, embora nem sempre tenha sabido preservá‑los. Em Minas Gerais, por exemplo, na região que abrange os municípios de Lagoa Santa, Vespasiano, Pedro Leopoldo, Matosinhos e Prudente de Moraes, existiram grutas que traziam, em suas pedras, sinais de uma cultura pré‑histórica no Brasil. Algumas dessas grutas, como a chamada Lapa Vermelha, foram destruídas por fábricas de cimento que se abasteceram do calcário existente em suas entranhas. Além dessas cavernas já destruídas, muitas outras encontram‑se seriamente ameaçadas.

Quando a evolução humana se processa, a produção artística reflete esta evolução, por isso, que, em face do mundo, o homem cria, o homem vibra, o homem traduz em cores, em riscos, em desenhos, esta vibração interior.
Resumo de texto pesquisado e desenvolvido por
ROSANE VOLPATTO
Imagens : Banco de Imagens  Google
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17 de ago. de 2008

Ave, César... É Ouro!


Cielo, o homem peixe



Extravasando a emoção no momento da vitória...É ouro!



O choro de comovente alegria ao ouvir o Hino Nacional no pódio




Sua Magestade , o Imperador César , no Templo do Cielo com seus súditos



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Palavras de um campeão olímpico ...


"Fala, galera!!

Ontem foi o melhor dia da minha vida, sensacional. Se eu tivesse que mudar alguma coisa na trajetória para chegar até aqui, não mudaria nada. Toda a batalha até o final. Nadei o meu melhor, e o meu melhor, graças a Deus, foi o ouro.
O Xuxa (Fernando Scherer) me perguntou por telefone qual era a sensação de subir ao pódio e ouvir o hino. É sensacional, não tem palavras para descrever, é o sonho de qualquer atleta.
Foi muito trabalho, muito treino até aqui, não é sorte, é trabalho de três anos.
Quero agradecer a todo mundo que me apoiou até aqui, meu clube, meus patrocinadores, meu técnico e em especial a minha família. Sem eles, nada disso seria possível.
Obrigado por toda força que vocês me mandaram por aqui. Valeu a pena. Agora é voltar para o Brasil e descansar.
Abraço

Césão "



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14 de ago. de 2008

O Combustível da Autoconfiança



(por Kau Mascarenhas)


Desarrumada e mal vestida, a menina negra, magra pela fome e não pela anorexia, desceu o morro carioca para tentar a sorte no programa de calouros de Ary Barroso. Era o momento áureo do rádio que, dos anos de 1930 a 1950, revelou grandes nomes da MPB.

Na fila de inscrições estavam lindas jovens bem vestidas e a menina favelada olhava para elas sem qualquer medo. Tinha apenas treze anos e já era mãe. Seu bebê estava doente e ela precisava fazer algo para conseguir algum dinheiro. No corredor os calouros aguardavam o chamado e em seguida entravam trêmulos.

- Elza Gomes da Conceição, sua vez! Após ouvir seu nome, a menina cruzou a porta do estúdio. Cerca de mil pessoas a aguardavam. O programa era o maior sucesso na época e no palco estava o grande Ary Barroso, autor de “Aquarela do Brasil”, pois ele próprio acompanhava os calouros ao piano.

Ao ver a menina com no máximo 35 quilos, subindo ao palco completamente desengonçada, usando uma roupa emprestada e ajustada com alfinetes para conter as sobras de pano, duas marias-chiquinhas, a platéia explodiu na risada.O apresentador do programa arrumou os óculos e disse, friamente:

- Aproxime-se.

Ela ignorou as gargalhadas e foi até ele.

- O que você veio fazer aqui? – perguntou intrigado.- Ué, eu vim cantar. – disse ela com o ar mais inocente desse mundo.- Mas quem disse a você que você canta? - Eu! – falou com voz firme.- Diga-me uma coisa: de que planeta você veio? – questionou de forma ácida.

Ela respirou fundo e lhe respondeu:

- Eu vim do planeta-fome, seu Ary. Do mesmo planeta de onde o senhor veio.

Nesse momento o auditório se calou. Ali estava uma adolescente cheia de bravura, desafiando o grande ícone da música brasileira, lembrando que ele próprio também tivera um berço pobre e que havia passado por dificuldades acerbas como as que ela no momento passava.

Silencioso, Ary apontou para ela o microfone e deslizou seus dedos no teclado em seguida.

A menina então começou a cantar com a voz afinada e ao mesmo tempo arranhada, rouca, única, apresentando efeitos que ninguém jamais tinha ouvido.

No final, o mesmo público que riu tanto dela em sua chegada vibrou de emoção e encheu o estúdio de palmas. Ela as recebeu chorando, abraçada com Ary que, igualmente muito emocionado, disse:

- Senhoras e senhores, nesse exato momento acaba de nascer uma estrela.

Elza Soares, em seu livro “Cantando para não Enlouquecer”, narra sua história repleta de momentos de superação como esse.Podemos nos perguntar: o que faz alguém como ela chegar à vitória, vencendo obstáculos tidos com intransponíveis, atravessando oceanos de dificuldades?

O que move uma alma na direção da excelência em qualquer área, fazendo com que até mesmo os maiores problemas se transformem numa espécie de combustível para vôos mais altos?

O que produz essa certeza de que não há porque recuar e que vale seguir adiante?

Resposta: Auto-confiança.

Ter convicção do nosso próprio potencial e sentir que é possível fazer algo valioso, com aquilo que já guardamos em nosso interior, é uma espécie de elemento mágico que promove a química do sucesso.

Pessoas que não acreditam em si mesmas acabam não deixando aflorar o imenso poder que já possuem.

Mas aqueles que têm convicção das suas habilidades e talentos e que, por outro lado, também são capazes de reconhecer seus pontos fracos, se colocam no caminho do crescimento. Ter auto-conhecimento para perceber aquilo que podemos melhorar não significa sentir-se pequeno, fraco, mas representa poder de percepção para melhorar continuamente.

Portanto, se confiamos em nós mesmos podemos ver, com tranqüilidade, aquilo que nos falta, ao mesmo tempo em que notamos aquilo que já possuímos de bom.

Esse duplo foco nos desperta uma grande energia na busca dos nossos propósitos.

Como dizia Henry Ford: “Se você acredita que pode ou se você acredita que não pode, de qualquer jeito estará certo”.

Estou convicto de que a história de Elza Soares, essa fantástica cantora da nossa terra, pode ser inspiradora para você.

Ela nos lembra o quanto podemos fazer diferença no mundo quando, diante das dificuldades, respiramos fundo, acessamos recursos latentes e seguimos firmemente na direção dos nossos sonhos.

Vou dizer algo para você e espero que lembre sempre disso. Duas palavras bem simples mas que expõe a minha crença de que você tem grande força interior, bem como o meu desejo de que mostre ao mundo seu potencial.

As palavras são: Você pode!
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