23 de out. de 2008

Enya

Já dei destaque em posts anteriores sobre a Arte de Sissel ( muito parecida com o estilo da Enya ) , a arte de Violeta Parra , a arte de Sarah Brightman e sobre a arte do gênio do pop/clássico , o grego Yanni. Agora é a vez da Enya, essa incrível e misteriosa cantora/compositora irlandesa, nascida em 1961 .

Há muitas curiosidades sobre Enya e uma delas é que adora gatos e já teve doze em sua casa , mas atualmente tem apenas um . Apesar de milhares de pessoas desejarem assistir a um espetáculo dela ao vivo , Enya nunca se apresentou num grande show ou concerto . Entretanto recentemente afirmou em entrevista que pretende realizar um show ao vivo , possivelmente numa catedral . Outra curiosidade é que Enya comprou um castelo do século XIX, o Castelo Ayesha (que em árabe significa flor) e o rebatizou de Castelo Manderley.
Consta na sua biografia ( wikipedia ) que " Enya busca inspiração para as suas músicas na sua terra natal, com notada influência, principalmente, da cultura celta. Em 1980 passou a integrar a banda irlandesa Clannad (que significa família). A banda era formada pelos seus irmãos e tios. Enya tocava teclado e fazia vocal. Quando a banda começou com outro estilo mais para a música pop , ganhando notoriedade e participando em programas de televisão, ela resolveu deixar o grupo para seguir a carreira solo. "

Enya passou três anos sem lançar nenhum álbum, em 2005 lançou Amarantine e está lançando agora "And Winter Came " . Veja o clip aqui



Selecionei três vídeos da Enya : Amarantine, Orinoco Flow e Caribbean Blue.



Playlist
(use os controles avança/retorna )







Amarantine
(tradução)

Composição: Enya

Você percebe quando distribuiu o seu amor
Ele abre o seu coração
Tudo é novo
E você sabe que o tempo sempre achará um meio
De permitir seu coração acreditar que isto é verdade
Você sabe que o amor está em tudo o que você diz
Um sussurro, uma palavra
Promessas que você concede
Você o sente nas batidas do coração durante o dia
Você sabe que o amor é assim
Amarantine Amarantine Amarantine
Amor é...amor é amor
Você sabe que às vezes o amor vai te fazer chorar
Então deixe as lágrimas saírem...elas vão derramar
Para que você saiba que o amor vai sempre te permitir voar
O quanto um coração pode voar longe
Amarantine Amarantine Amarantine
Amor é...amor é amor
Você sabe quando o amor está brilhando em seus olhos
Podem ser as estrelas vindo lá de cima
E você sabe que o amor está com você quando você se ergue
A noite e o dia pertencem ao amor

*

Tradução de Dayan Vernum especialmente para www.amarantine.info

*




13 de out. de 2008

Sob o Olhar dos Outros

Espelho
Artista : Catherine Abramov Rossiya


Recebi este texto do Programa Vida Inteligente e compartilho ...


" Como seria olhar para nós mesmos com os olhos dos outros? O que eles vêem que não queremos ver? O que evitamos admitir? Quando a crítica alheia nos agride, temos a oportunidade de reconhecer nossos pontos sensíveis. Tão sensíveis e frágeis que evitamos a todo custo tocá-los. Esses pontos são lugares escuros dentro de nós, nos quais receamos entrar e nos perder: emoções semelhantes a labirintos que nos confundem cada vez mais, sempre que penetramos neles. Por isso, costumamos simplesmente dizer: "Ele não podia ter dito isso... não suporto ser vista assim". Nesses momentos, o olhar daquele que nos agride chega até nós como um peso capaz de nos afundar. Ou seja, não suportamos a crítica alheia porque ela nos afunda na medida em que perdemos a capacidade de nos auto-sustentar.

Quando uma crítica nos deixa indignados, temos a oportunidade de saber um pouco mais sobre nós mesmos. Neste sentido, a desagradável e irritante crítica alheia pode se tornar uma brecha para encararmos de frente aspectos que antes negligenciávamos.Por isso, quando o golpe nos fere é hora de parar de lutar: deixar o outro partir como vencedor, para cuidar urgentemente de nós mesmos.Abandonar a luta significa decidir abandonar certas emoções e priorizar outras. É como largar a raiva em prol da clareza interior. Enquanto ficamos presos pelos ganchos da indignação, estamos atados ao olhar alheio como fonte de orientação. É preciso largar o outro, para recuperar a si mesmo.

Quando nos liberamos da carga extra, tocamos o que é essencial. Quando paramos de nos esforçar excessivamente, tocamos a energia básica que nos sustenta naturalmente. Emoções desconcertantes são como águas turbulentas: se as engolirmos, poderemos morrer afogados. O segredo é boiar para não afundar: entregar o corpo e a mente às águas turvas da emoção.

Quando boiamos, reconhecemos que nossa fragilidade não é mais uma ameaça, mas um passo inicial para entrarmos em nós mesmos. Afinal, só podemos superar nossos bloqueios se pudermos aprender a reconhecê-los como limitações possíveis de serem transformadas.O mero ato de perceber com mais clareza a nossa real condição já dá início a uma possível transformação.

Chögyam Trungpa nos alerta, em seu livro "Muito além do divã ocidental" (Ed. Cultrix):"O problema surge quando tornamo-nos ambiciosos demais ao lidar com nossas emoções - especialmente se estamos envolvidos na prática espiritual. Dizem-nos que devemos ser pessoas boas, gentis, afáveis. São idéias convencionais de espiritualidade. Quando começamos a perceber qualidades desagradáveis em nós mesmos, encaramo-las como antiespirituais e tentamos expulsá-las. É o maior erro possível quando trabalhamos com nossos padrões psicológicos básicos. Sempre que tentarmos expulsar os problemas maiores e buscar uma cura radical para eles, somos rechaçados e derrotados.

A idéia não é nos induzir a criar uma espiritualidade utópica, mas tentar observar os detalhes das emoções mais intensas, as qualidades dramáticas das emoções. Não é preciso esperar por situações que consideremos importantes e significativas para nós, devemos aproveitar até mesmo as menores situações em que as emoções ocorrem. Devemos trabalhar com as irritações menores ou menos importantes e suas qualidades emocionais específicas. Não se trata de suprimir ou desprezar as irritações, mas de passar a fazer parte delas, perceber suas qualidades abstratas. Com isso, as irritações não terão ninguém para irritar. Podem desaparecer ou transformar-se em energia criativa.

Quando somos capazes de trabalhar, tijolo por tijolo, essas emoções menores e aparentemente insignificantes, em algum momento constatamos que, removendo os tijolos um a um, acabamos removendo o muro todo".



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PROGRAMA VIDA INTELIGENTE

Quinta-Feira, 8 às 9 da noite, AO VIVO .

Europa - Da meia-noite a uma da manhã .

TV Floripa Canal 4 da NET


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12 de out. de 2008

A Criança Que Existe Dentro de Mim

Painting
Titulo : Verão com Humor
Artista: Slava Grochev


Sempre aparentei bem menos que a idade real. Quando tinha 18 anos as pessoas me davam 13 ou 14 anos, aos 25 achavam que eu tinha 17 ou 18 , e assim por diante . Na verdade esse jeito de menina ainda tenho até hoje e parece que está escrito no meu mapa astral. Mercúrio e sol em gêmeos transmitem muita jovialidade .

Aos 19 anos alguém me chamou atenção em tom de crítica - um namorado, se não me engano - sobre minha infantilidade . Eu fiquei chateada com a crítica, que achei injusta (isso já demonstrava que ele tinha razão ) e fiz um arremedo de poema que dizia :

Sempre serei uma criança
Mesmo que o tempo
Deixe suas marcas
No meu corpo
Na minha pele
Nos meus cabelos
E assim
Nunca morrerei de velhice
Como se morre hoje em dia .

Ontem minha filha de 14 anos me perguntou sobre o presente do dia das crianças. Eu respondi que também queria um presente, pois ainda tenho uma criança dentro de mim. O fato é que essa criança que existe em mim é quem me segura quando o adulto balança . Como disse o poeta " há um/a menino/a, há um/a moleque/ca, morando sempre no meu coração, toda vez que o adulto balança ele/a vem prá me dar a mão " .

Que a criança existente no coração de todos nós nunca morra , pois o reino dos céus está ali , onde mora essa criança . Somente podemos compreender e amar incondicionalmente uma criança quando nos vemos nos olhos dela.

Um ótimo dia da criança para todos : crianças , jovens/crianças, adultos/crianças e idosos/crianças .

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