28 de jan. de 2009

O Rio e as Nuvens


Era um bonito rio que encontrara seu caminho entre colinas, florestas e prados. Uma jubilosa corrente de água, sempre dançando e cantando enquanto descia do topo da montanha. Era muito jovem naquele tempo, e quando chegou na baixada diminuiu a velocidade. Estava pensando sobre ir até o oceano. Um dia notou as nuvens. Nuvens de todos os tipos, cores e formas. Não fez mais nada durante aqueles dias exceto perseguir as nuvens.

Queria possuir uma nuvem, ter uma só para ele. Mas as nuvens flutuavam e viajavam pelo céu, e sempre mudando suas formas. Às vezes pareciam com um urso, outras vezes pareciam com um cavalo. Por causa desta natureza das nuvens, o rio sofreu muito. Seu prazer, sua alegria tinha se tornado em perseguir as nuvens, uma depois da outra. E desesperada, raivosa e triste tornou-se sua vida. Então, um dia, veio um vento forte e levou todas as nuvens do céu. O céu ficou completamente vazio. O rio pensou que sua vida não tinha mais valor, não existiam mais quaisquer nuvens para perseguir. Quis morrer. - Se não existe nenhuma nuvem, para que eu devo viver? Mas como um rio pode tirar sua própria vida? Naquela noite o rio teve a oportunidade de voltar-se para si mesmo pela primeira vez. Ele tinha corrido, por tanto tempo, atrás de algo fora de si próprio que com isso nunca tinha se visto.

Naquela noite teve a primeira oportunidade de se ouvir: os sons da água colidindo contra as margens. Ao escutar sua própria voz, descobriu algo bastante importante.
Percebeu que o que vinha procurando estava dentro de si mesmo. Descobriu que as nuvens não são nada além de água. As nuvens nascem da água e voltam à água. E descobriu que também era água. Na manhã seguinte, quando o sol brilhava no céu, descobriu algo novo e muito bonito. Viu o céu azul pela primeira vez. Nunca antes havia notado. Tinha estado interessado apenas nas nuvens, e deixara de perceber o céu, que é a casa de todas as nuvens.
Nuvens são mutáveis e inconstantes, mas o céu é estável. Só então percebeu o imenso céu que tinha estado em seu coração desde o inicio.

Esta percepção trouxe-lhe paz e felicidade. Vendo o vasto e maravilhoso céu azul, soube que sua paz e estabilidade nunca mais seriam perdidas. Naquela tarde as nuvens voltaram, mas desta vez não quis possuir nenhuma delas. Podia admirar a beleza de cada nuvem e podia sorrir para todas elas. Quando uma nuvem se aproximava, saudava com carinho e respeito. Quando a nuvem desejava ir embora, acenava feliz e com ternura. Paz e harmonia existiam entre o rio e as nuvens. Naquela noite outra coisa maravilhosa aconteceu. Ao abrir completamente o seu coração para o céu da noite, recebeu a imagem da lua cheia - bonita, redonda, como uma jóia rara - dentro de si. Jamais imaginara poder receber imagem tão bela. A fresca e bela lua viaja no céu.

Quando a mente - rio da vida - está livre, a imagem da bela lua refletirá em cada um. Assim estava a mente do rio naquele momento. Recebeu a imagem daquela lua em seu coração, e a água, as nuvens e a lua deram-se as mãos e caminharam vagarosamente
em direção ao oceano.


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Que o rio de cada um de nós possa refletir a bela lua que existe dentro do nosso coração .

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* Recebi o texto por e-mail e desconheço a autoria

20 de jan. de 2009

Autorretratos de Van Gogh

 Van Gogh teve uma vida difícil , com amores frustrados e muitas vezes rejeição das pessoas que viam nele a figura de um homem perturbado e violento . A doença mental, a solidão , os poucos recursos financeiros , tudo isso faziam dele uma pessoa atormentada , com tendência à depressão . O certo é que diante de tantos tormentos ele tinha verdadeira paixão por sua arte , deixando para a posteridade mais de oitocentas obras .Em vida conseguiu vender somente uma tela e isso, certamente, o deixava frustrado.

Seus autorretratos , que são inúmeros ( em torno de trinta ou mais ) , refletem sua busca de auto-afirmação . Terminou por suicidar-se no cenário em que pintou um dos seus quadros (Campos de Trigo com Corvos ) , deixando como testemunho da sua genialidade obras dignas de um mestre da pintura .


Alguns dos autorretratos de Van Gogh









Fonte das imagens : Van Gogh Gallery

Veja post com obras de Van Gogh no blog Arte Ilumina a Vida clicando AQUI

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17 de jan. de 2009

Viver ...


Viver é acreditar no nascer e no pôr-do-sol .
É ter esperança de que o amanhã será sempre o melhor .
É renascer a cada dia .
É aprender a crescer a cada momento.
É acreditar no amor.
É inventar a própria vida ...
No decorrer desta vida, o prazer, a alegria, a tristeza,a dor, o amor,
desfilam em nossa alma e em nosso coração deixando diferentes marcas.
São essas marcas combinadas que formam a riqueza da nossa caminhada.
Um caminho onde o mais importante não é chegar e sim caminhar.
Valorize todos os detalhes, todas as subidas e descidas, as pedras,
as curvas, o silêncio, a brisa e as montanhas deste seu caminho,
para que você possa dizer de cabeça erguida :
Cresci.
Chorei.
Sorri.
Caí.
Levantei.
Aprendi.
Amei.
Fui amado/a
Perdi.
Ganhei.
Venci.
Vivi...

( desconheço a autoria )


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Apaixone-se ...



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