26 de jun. de 2009

A Felicidade Aqui e Agora

Imagem: 'Strings' by Alexiuss


Acordou bem disposta , convicta que o melhor momento é o tempo presente, pois é um presente de Deus . Sabia que viver sem preocupações era o melhor caminho a seguir.
 
A vida corria sem grandes alardes, em paz. Cantarolou a música do Gilberto Gil : “ A paz, invadiu o meu coração ...” Não lembrou o verso seguinte e improvisou com lálálálá . Ficou matutando sobre sua próxima viagem . Será que daria para fazer tudo que estava planejando? Reconheceu que precisava deixar de fazer muitos planos, ter atitude e não adiar tanto as tarefas a serem realizadas.
De repente veio uma súbita vontade de ir até o lugar onde viveu momentos maravilhosos . Lembrou com clareza o instante em que ele falou " - Pára tempo , pára " . E o tempo parou naquele exato momento. A eternidade se fez em breves segundos, quando a máquina fotográfica colocada à frente deles , sobre as pedras que circundavam a cachoeira , deu um clique e os retratou, registrando num foco de luz aquele momento. No fundo do cenário paradisíaco a cachoeira transbordava. A emoção pura e cristalina como aquelas águas , também transbordava.

Voltou ao presente e refletiu : “Já estou novamente fora do momento , no passado... Pensando bem , se existe a eternidade , aquele momento subsiste no presente, quando dele me recordo. Recordar não é viver? Não sou tão saudosista assim, mas sempre é bom lembrar os momentos felizes " .

Quando
alguma preocupação ou pensamento negativo vinha à sua mente , imediatamente procurava substituí-lo por boas lembranças, momentos felizes vividos e assim descartava o mau pensamento. Sabia que era melhor ser alegre do que triste . Não aquela euforia exagerada , meio forçada, mas a alegria genuína , uma feliz serenidade. Continuou a  cantarolar,  agora os  versos de Tom Jobim : "É melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que  existe, é assim  como luz no coração... "

Continuou refletindo : " Feliz serenidade... isso não é felicidade? Feliz idade ... felicidade . Qual a idade de ser feliz? É a idade presente ... Será que eu sou realmente feliz ? E o que é ser feliz ? ".
Resolveu deixar de lado tanto questionamento e cantarolou a música do Capital Inicial : " Parei de pensar /e comecei a sentir... " .

Estava realmente decidida a
procurar viver o momento , sem preocupações , sem grandes planos ou expectativas . Ter bons pensamentos, boas palavras e boas ações . Cultivar o seu jardim interior , plantar nele lírios brancos , rosas vermelhas , azaleias , orquídeas e jasmins .

Mesmo sem querer seus pensamentos lhe sopravam : " Mas... cuidar somente do meu jardim me fará feliz? Não serei mais feliz ainda cuidando de outros jardins ? " . Chegou ao ponto onde suas reflexões queriam conduzi-la . Precisava cuidar de outro jardim . Cantarolou a música dos Titãs : " eu vou cuidar, eu cuidarei dele/ eu vou cuidar , do seu jardim ..."

Sim, já estava decidida. Iria tirar todas as ervas daninhas de outro jardim, deixá-lo limpinho e depois cultivar nele as mais belas flores . Imaginou que a vizinhança iria gostar da ideia e todos juntos poderiam cuidar um do outro .

Lembrou que foi notícia no Jornal Nacional o fato de um homem , já aposentado, se colocar como voluntário para cuidar de jardins maltratados . Os donos dos jardins ficavam felizes . O jardineiro , por sua vez , ficava mais feliz ainda ao fazer o que gostava e por contribuir para a felicidade de outras pessoas .

Num
átimo percebeu a chave da felicidade .


Autora : Tânia Regina S. Guimarães


 
*Imagens Ilustrativas  do post  encontradas na internet .
 
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O Bem-Estar Como Uma Questão Prática
Carlos Cardoso Aveline
A felicidade é uma meta central na vida. Mas ela não deve ser confundida com satisfação passageira ou com prazeres de curto prazo. A busca de prazer egoísta gera, isto sim, mais sofrimento para si e para os outros, a médio e longo prazo. A felicidade também não pode ser alcançada por tabela, nem indiretamente. É impossível conseguir carona no caminho da tranqüilidade interior.
Os filósofos gregos e romanos estudaram profundamente a arte, e a ciência, de ser feliz. A filosofia antiga vê teoria e prática como inseparáveis e por isso está construída em torno da busca concreta da plenitude do ser humano. Na nova era, a filosofia antiga deve ser retomada porque ela ensina o caminho da felicidade.
Hiparchus escreveu:
“Já que os homens vivem apenas um período muito curto, se sua vida for comparada ao tempo eterno, eles farão, digamos, uma viagem mais bonita se passarem pela vida com tranquilidade.” O paradoxo é: “já que a vida é curta, devemos viver com calma”.
A corajosa aceitação das dificuldades é um ponto comum de pitagóricos, socráticos, estóicos e neoplatônicos. Quando você finge para si mesmo que a vida deve ser uma coisa mole e fácil, está plantando sofrimento. Mas quando você não falsifica a realidade e aceita os fatos duros da vida, está colocando em ação as causas da liberdade interior, da grandeza de alma e da sabedoria.
Felicidade é algo que ocorre aqui agora, quando deixamos de lado a pressa, o medo e a ambição pessoais, mergulhando na tranqüilidade incondicional para escutar a voz do silêncio. 

Fonte : Filosofia Esotérica








28 de jan. de 2009

O Rio e as Nuvens


Era um bonito rio que encontrara seu caminho entre colinas, florestas e prados. Uma jubilosa corrente de água, sempre dançando e cantando enquanto descia do topo da montanha. Era muito jovem naquele tempo, e quando chegou na baixada diminuiu a velocidade. Estava pensando sobre ir até o oceano. Um dia notou as nuvens. Nuvens de todos os tipos, cores e formas. Não fez mais nada durante aqueles dias exceto perseguir as nuvens.

Queria possuir uma nuvem, ter uma só para ele. Mas as nuvens flutuavam e viajavam pelo céu, e sempre mudando suas formas. Às vezes pareciam com um urso, outras vezes pareciam com um cavalo. Por causa desta natureza das nuvens, o rio sofreu muito. Seu prazer, sua alegria tinha se tornado em perseguir as nuvens, uma depois da outra. E desesperada, raivosa e triste tornou-se sua vida. Então, um dia, veio um vento forte e levou todas as nuvens do céu. O céu ficou completamente vazio. O rio pensou que sua vida não tinha mais valor, não existiam mais quaisquer nuvens para perseguir. Quis morrer. - Se não existe nenhuma nuvem, para que eu devo viver? Mas como um rio pode tirar sua própria vida? Naquela noite o rio teve a oportunidade de voltar-se para si mesmo pela primeira vez. Ele tinha corrido, por tanto tempo, atrás de algo fora de si próprio que com isso nunca tinha se visto.

Naquela noite teve a primeira oportunidade de se ouvir: os sons da água colidindo contra as margens. Ao escutar sua própria voz, descobriu algo bastante importante.
Percebeu que o que vinha procurando estava dentro de si mesmo. Descobriu que as nuvens não são nada além de água. As nuvens nascem da água e voltam à água. E descobriu que também era água. Na manhã seguinte, quando o sol brilhava no céu, descobriu algo novo e muito bonito. Viu o céu azul pela primeira vez. Nunca antes havia notado. Tinha estado interessado apenas nas nuvens, e deixara de perceber o céu, que é a casa de todas as nuvens.
Nuvens são mutáveis e inconstantes, mas o céu é estável. Só então percebeu o imenso céu que tinha estado em seu coração desde o inicio.

Esta percepção trouxe-lhe paz e felicidade. Vendo o vasto e maravilhoso céu azul, soube que sua paz e estabilidade nunca mais seriam perdidas. Naquela tarde as nuvens voltaram, mas desta vez não quis possuir nenhuma delas. Podia admirar a beleza de cada nuvem e podia sorrir para todas elas. Quando uma nuvem se aproximava, saudava com carinho e respeito. Quando a nuvem desejava ir embora, acenava feliz e com ternura. Paz e harmonia existiam entre o rio e as nuvens. Naquela noite outra coisa maravilhosa aconteceu. Ao abrir completamente o seu coração para o céu da noite, recebeu a imagem da lua cheia - bonita, redonda, como uma jóia rara - dentro de si. Jamais imaginara poder receber imagem tão bela. A fresca e bela lua viaja no céu.

Quando a mente - rio da vida - está livre, a imagem da bela lua refletirá em cada um. Assim estava a mente do rio naquele momento. Recebeu a imagem daquela lua em seu coração, e a água, as nuvens e a lua deram-se as mãos e caminharam vagarosamente
em direção ao oceano.


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Que o rio de cada um de nós possa refletir a bela lua que existe dentro do nosso coração .

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* Recebi o texto por e-mail e desconheço a autoria

20 de jan. de 2009

Autorretratos de Van Gogh

 Van Gogh teve uma vida difícil , com amores frustrados e muitas vezes rejeição das pessoas que viam nele a figura de um homem perturbado e violento . A doença mental, a solidão , os poucos recursos financeiros , tudo isso faziam dele uma pessoa atormentada , com tendência à depressão . O certo é que diante de tantos tormentos ele tinha verdadeira paixão por sua arte , deixando para a posteridade mais de oitocentas obras .Em vida conseguiu vender somente uma tela e isso, certamente, o deixava frustrado.

Seus autorretratos , que são inúmeros ( em torno de trinta ou mais ) , refletem sua busca de auto-afirmação . Terminou por suicidar-se no cenário em que pintou um dos seus quadros (Campos de Trigo com Corvos ) , deixando como testemunho da sua genialidade obras dignas de um mestre da pintura .


Alguns dos autorretratos de Van Gogh









Fonte das imagens : Van Gogh Gallery

Veja post com obras de Van Gogh no blog Arte Ilumina a Vida clicando AQUI

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