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7 de ago. de 2011

Onde está a felicidade?


Confesso que  não  gosto  muito do  cinema nacional,  com raras  exceções  como o filme  "Olga"   que  considero a  melhor  produção do cinema  brasileiro . Mas  estou  ficando cheia  das  super produções hollywoodianas ,  fiquei decepcionada com o último  filme do Spielberg ,  "Super 8" . Decidi   que não  mais  veria  filmes com cenas  de  destruição ,  violência  ou  catástrofe. Estou naquela  fase de  ver  comédias  românticas  e  os clássicos  antigos  .  No máximo vejo  filme de  aventura com  algumas  cenas  de  efeito , como  "Santuário".

Domingo passado  resolvi assistir   "Onde  está a  felicidade? "  protagonizado por  Bruna Lombardi e Bruno Garcia. É  uma  comédia  romântica   e  no início  achei que  iria sair do  cinema    mais  uma vez decepcionada .  Mas  não me decepcionei ,  saí leve  ,  pois durante a  exibição do filme  dei algumas  risadas e  me surpreendi  com o final ,  os  protagonistas  dançando forró  na Serra da  Capivara , no Piauí .  Saíram de  Santiago de  Compostela ,  após a  "jornada espiritual " de Teo ( Bruna Lombardi) em busca  da felicidade ,  direto para o Piauí ,  lugar onde  moravam  os pais  do  personagem  Nando  ( Bruno Garcia ) .

Como  eu  não  sabia que  havia  cenas no Piauí , se   isso  foi tão  comentado em Teresina  quando  filmaram?  Foi uma  boa  surpresa  ver na telona ,  como  uma das locações do filme  , o Parque da Serra da Capivara  , um dos  lugares  mais  mágicos  por onde  andei .

Só  não gostei  do  figurino  meio  retrô,  hippie de butique .  A trilha  sonora  tem pontos  altos e  baixos e  o roteiro  também . Algumas cenas  hilárias, outras  ridículas , mas  no geral o  filme é  divertido e   tem  uma bela  fotografia . E a Bruna Lombardi? Quase sessentona e  super em  forma! Parece que o tempo  não passa  para ela , que  continua linda . O Bruno  Garcia  também  esparramando   charme e  talento .

No Cine Pipoca Cult  Ari Cabral comentou: " Onde está a felicidade? é daqueles filmes simpáticos. Bem produzido, com um bom ritmo e divertido, nos faz esquecer os problemas por cento e dez minutos para embarcar nessa viagem junto a Teodora em busca de uma resposta que parece não existir, pelo menos não como uma fórmula pronta. É ainda um filme que comprova o estilo do casal Bruna e Riccelli em trabalhar com questões internas do ser humano, seja de uma forma sombria como em O Signo da Cidade ou colorida como em Onde está a felicidade?, sempre questões existenciais."

Gostei  e  recomendo, para quem  aprecia o gênero  comédia  romântica . Além disso o cinema  nacional merece  ser valorizado, não é   ? ;)

Uma cena  fantástica, quase  no final do  filme: a  Catedral de  Santiago de Compostela  sob  um   esplendoroso céu   estrelado. Compostela  significa isso  mesmo , campo de  estrelas .

Sobre a  pergunta  título  do filme, a  própria  Teodora ( personagem da Bruna Lombardi ) ,  responde : "Não existe  caminho para a felicidade, a  felicidade é o  caminho " .  



oOo


* Foto ilustrativa do post  ( cena do filme )  encontrada  na internet, desconheço  a  autoria .

10 de mai. de 2010

O amor de Frida Kahlo


Autorretrato com Traje de Terciopelo , 1926
(Primeira obra  profissional de Frida)
                                          
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu em  1907, em uma bela casa azul no bairro de Coyoacán, na Cidade do México ( hoje transformada no museu Frida Kahlo ). Seu pai era alemão e  a mãe  mexicana, de origem indígena . Quando criança contraiu poliomielite, que lhe provocou a paralisia de uma das pernas. Ela  recupera-se  mas a doença deixou sequelas , uma perna  mais curta  e  fina  que  a outra . Frida  procurou esconder  esse defeito ao  longo da vida  , sempre usando  roupas  compridas .  Aos 18 anos  teve  um acidente  de  ônibus  que a  deixou   com  a coluna, a clavícula e a pélvis partidas, costelas quebradas e 11 fraturas na perna direita. O pé direito ficou esmagado e um dos ombros deslocado.

Durante um mês Frida  teve que ficar imobilizada de costas numa cama, com um colete de plástico, enclausurada numa estrutura semelhante a uma caixa. Foi este acontecimento adverso que despertou Frida Kahlo para a pintura. Sentia-se aborrecida na cama e começou a pintar para se entreter. A sua mãe pendurou um espelho por cima da cama, de maneira a que ela visse permanentemente o seu reflexo. Começou a conhecer-se tão bem que o primeiro quadro que pintou foi um autorretrato, que depois reproduziria com  várias vestimentas  e cenário e de acordo com as suas vivências.

Ficou em uma  cadeira de  rodas por um período ,  mas com incrível  força de  vontade  recupera-se  voltando a  caminhar .

Frida e Diego Rivera  conheceram-se  quando a artista era ainda adolescente,   na  época em  que  Diego regressou  de Paris para pintar um mural no México. Casaram-se em 1929 mas Diego revelou ter um sério problema em manter-se fiel (nem a irmã de Frida saiu ilesa do ímpeto devorador do cunhado). 

 Frida amou incondicionalmente o marido, que a traía repetida e descaradamente,  enquanto ela revidava com outras traições.  Ambos  tinham temperamento forte e os atritos eram constantes . Divorciaram-se em 1940, uma separação que só durou um ano.  Não conseguiram ficar  separados e perceberam que o casamento era o que devia ser: paixão , infidelidades, sintonia criativa, admiração  mútua e amor/amizade . Apesar do relacionamento tempestuoso, com idas e  vindas,  eram grandes companheiros e  cúmplices.

Frida Kahlo e Diego Rivera estão entre os mais importantes artistas mexicanos do século XX. Suas obras se encontram nos principais museus do mundo, em palácios e centros financeiros. Eles têm admiradores famosos, como Madonna, que comprou obras do casal para sua casa de Los Angeles.

"Diego em mi Pensamiento" é um dos inúmeros autorretratos de Frida Kahlo . Nele encontrarmos  as características principais da obra da pintora: a representação da sua imagem, a indumentária tradicional mexicana aliada a uma certa tropicalidade e a exposição da sua vida.

 A aparente obsessão pela sua imagem resulta do tempo interminável que passou a ver o seu reflexo no espelho estrategicamente colocado em cima da cama por sua mãe. A própria artista justificou o uso da sua imagem:  " Eu me retrato  porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor ".

Mais tarde Frida resumiria a sua vida  em dois  acidentes :" Eu sofri dois graves acidentes na minha vida. Um quando um carro me mandou abaixo…o outro acidente é o Diego".

Frida  chamava Diego carinhosamente de " Panzón " ( Pançudo ) e  ele a  chamava de " Friducha" . Diante  dos contrastes físicos do casal - Frida pequena e frágil , Diego gordo e alto -  a  mãe de Frida Kahlo, que não via  com bons olhos  a união , disse que seria o casamento de uma pomba com um elefante .

 El Abrazo
"El abrazo de amor del universo, la tierra ( Mexico ),Yo,Diego y el señor Xolotl "( palavras de Frida ao descrever a  tela  El Abrazo ) .  A terra  é representada por Coatlicue , a deusa Mãe Universal  dos  astecas . E señor Xolótl , na mitologia asteca  ,  é o deus que  guiava  as almas para  Mictlan , ao mundo dos mortos .

A obra de Frida  - com aproximadamente 200 telas - é profundamente realista, ainda que,  em determinado período ,  tenha sido considerada surrealista ( gênero que Frida fez pouco caso , dizendo que pintava  a  sua realidade e não sonhos ) . Os autorretratos - vários pertubadores - são uma constante, e geraram muitos questionamentos  aos quais Frida costumava responder que não eram exatamente uma escolha  e  que retratava-se porque ficava muito tempo sozinha .  Picasso , que  conheceu Frida  durante sua temporada em Paris, em carta a Diego disse sobre ela  : “Nem você,  nem eu, somos capazes de pintar um retrato  como os de Frida Kahlo” .

 Viva La Vida
Sua obra começa a ser reconhecida no México e internacionalmente a partir da década de 40. Expôs em Nova York, em Paris, lecionou em escolas de arte mexicanas. Mas foi no final dessa década que sua saúde entrou em estado crescente de decadência, prendendo-a mais uma vez à cama - o que a levou a um estado depressivo. O tema da morte, que sempre permeou sua obra, tornou-se mais constante e - na ironia de Frida - os autorretratos foram substituídos por pinturas de 'natureza morta’. Após algumas tentativas de suicídio  Frida  contraiu uma  forte  pneumonia  e  foi encontrada morta  em 13  de julho de 1954. Seu atestado de óbito consta  como causa mortis embolia pulmonar, mas  não se  descarta a possibilidade de overdose, acidental ou não . A última anotação do seu diário diz : " Espero que minha partida seja feliz e espero nunca mais regressar " . Suas cinzas, conforme seu desejo ,  estão na “Casa Azul”, hoje Museu Frida Kahlo.

Rivera morre 3 anos depois, em 24 de Novembro de 1957. É sepultado no “Pantéon dos Homens Ilustres”, contrariando seu desejo de repousar junto com Frida Kahlo.


Em 2008, a banda inglesa Coldplay lançou o álbum Viva la Vida or Death and All His Friends, cujo título é inspirado em um quadro de Frida   intitulado   "Viva La Vida" , sendo  também  este  o título  da  principal canção do disco. Segundo o vocalista Chris Martin, o título foi escolhido devido ao otimismo de Frida, mesmo com os percalços percorridos pela artista, ao exaltar a vida no referido quadro.

A vida de Frida Kahlo foi retratada no filme “Frida”, em 2002, estrelado por Salma Hayek - no papel da protagonista  - e Alfred Molina , como Rivera .  


"Frida foi uma mulher apaixonada,  autêntica, sofrida, destemida, transparente, inovadora, revolucionária,  contraditória, frágil, forte, bela, feia. Em resumo : uma grande mulher" (Deise Lima ) .

“Seu ser estava cheio de amor a vida, amor a matéria, amor a pátria, amor pelas crianças, amor pelas pessoas, amor a Diego, amor a sua família, amor as pedras, amor as plantas, amor aos animais, amor a cor, amor a paisagem ... E este amor se converteu em pintura.” (Juan O’ Gorman)


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Fontes de pesquisa (citações )  e das imagens :
Aqui  uma excelente página sobre Frida e Rivera
Veja  no Digestivo Cultural crítica e análise do filme
Site do filme "Frida"  aqui
Veja   aqui o site oficial de Frida Kahlo

ooOoo

7 de mai. de 2010

Que personagem de Alice você é?

Filme  infantil estreando  com a  grife  Walt Disney,  isso  significa - pelo menos   para mim que adoro filme  infantil -   diversão garantida .

Alice  no País das Maravilhas  nunca  foi uma  das  minhas  estórias infantis  preferidas,   sequer vi as  outras versões  no cinema   e nunca  consegui ler o livro  inteiro. Mas a nova  versão  de "Alice In Wonderland " sob a   direção de Tim Burton  tem para  mim  um encanto especial : a  mensagem  subliminar  do filme " o impossível só existe  quando  você acredita nele "  me parece  muito  atraente. 

O filme  estreou no último dia 23 . Ainda não vi mas  estou  curiosa e verei  nos próximos dias .


Procurei me  informar a  respeito do  filme  no   Terra Cinema  e  lá  encontrei  o teste " Que personagem de Alice  você é ? ". Fiz o  teste  e meu  resultado   foi a  Rainha Branca,  personagem interpretado  por Anne Hathaway ,  atriz  que se lançou no cinema   no   " Diário da Princesa "  e  agora  retorna como rainha .
Enunciado   da Rainha Branca  : " Meus  adoráveis  súditos,  viajei  por  esse   mundo e posso  garantir a  vocês ,  sou a  melhor rainha de  todos os  reis " .

E você,   que personagem de Alice  você  é?
Faça o teste  aqui


Imagem do poster aqui
Imagem da Rainha Branca aqui

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9 de abr. de 2010

O ladrão de raios

Ultimamente  poucos  filmes   despertam meu interesse  e  às   vezes  saio do cinema  antes do  filme acabar. Ando mais exigente e seletiva, sem muita paciência para ver o que não me agrada.

No lançamento de " Percy Jackson e o Ladrão de Raios " , no início  de  fevereiro ,  entre tantos que estavam em cartaz  escolhi   para  ver  ao acaso e de forma intuitiva -  pois nada  havia lido a respeito - o filme  que   conta a  incrível  história de Percy Jackson.  Trata-se de uma adaptação para o cinema da série literária  juvenil  " Percy Jackson  e os Olimpianos ".

Saí leve  do cinema ,  com  a sensação  de que escolhera bem .O filme é delicioso. Tem tudo que eu gosto : aventura, humor, efeitos , bela  fotografia   e  versa  sobre um tema que eu adoro, mitologia grega. Claro que é um filme para diversão , nada de profundidade. O diretor é Chris Columbus,  o mesmo dos dois primeiros  da  série  Harry Potter (eu gostei mais de Ladrão de Raios) . 


A sinopse 

Percy  Jackson é um adolescente  hiper ativo , com problemas na escola e na família. Apesar de  viver no século 21, os deuses do Olimpo saem dos   livros de mitologia grega  e entram na sua  vida . Ele descobre que  é filho de uma humana e de Poseidon , o deus dos mares . Portanto é um semi-deus , meio humano , meio divino . Tem dificuldades de  aceitar o pai,  acusando-o de tê-lo abandonado  .

Zeus, o  deus dos deuses ,  acusa Percy de  ter  roubado seu raio, a  arma mais poderosa   que existe. Percy conhece outros  dois  semi-deuses , a guerreira Annabeth - filha de Athena , deusa da sabedoria e estratégia  - e Grover, um sátiro , que é seu protetor . Os três se unem para uma odisséia que irá levá-los ao Monte Olimpo (morada dos deuses)  e para o famoso letreiro de Hollywood,   sob o qual  arde o mundo  inferior , que  é governado pelo deus Hades. O destino da humanidade depende do  resultado dessa  jornada , bem como a vida da mãe de Percy , que ele terá de  resgatar das profundezas do mundo de  Hades .

Minha interpretação 

Percy representa a humanidade, todos nós somos  semi-deuses, meio humanos, meio divinos . Filho de Netuno (ou Poseidon) ,o deus das  águas, ele tem uma natureza essencialmente  emotiva (as águas  representam as  emoções). Por ser  tão emotivo,  tem problemas na escola e na  família . Precisa separar o joio do trigo, as  águas turvas , das  águas límpidas.

Como todo semi-deus  é potencialmente um herói . Sua jornada é uma busca dessa identidade . Conta com o auxílio de um protetor, o sátiro Grover - que  representa os poderes da Natureza -  e  da filha de Athena  ( representando a  Sabedoria  e Estratégia) . Precisa  resgatar sua mãe  das profundezas do mundo inferior ( vencer  sua natureza inferior ) e aceitar o pai ( sua origem divina ) , para  salvar a  si e a  humanidade (que é por ele  representada). Resgatando sua origem divina e  vencendo  sua  natureza inferior , estará salvo e por consequência a humanidade .

O que  representa o raio ? Percy não roubou o raio de Zeus, ele nem sabia que o raio estava escondido no seu  escudo . O raio foi roubado por outro, sob influência de Hades . O raio simboliza o poder e  todo poder deve ser bem  usado. Quem o detém deve ter antes de tudo sabedoria .

Vi , gostei  e  recomendo para quem gosta do gênero infanto-juvenil . Gostei  tanto que estou lendo o livro .

 O Cartaz

O Sátiro Protetor

A filha de Athena

 Clique nas imagens para ampliar .

Veja o trailer ...


Fonte das imagens aqui

7 de out. de 2009

O 13º Dia

 Imagem extraída do longa-metragem "O 13º Dia", dos diretores Ian e Dominic Higgins

Acabei de ler  no UOL  Cinema  que no próximo dia 13  irá  estrear nos  cinemas de Portugal e  EUA  o filme " O 13º  Dia " ,  que trata da  aparição de Fátima .  O filme é uma produção britânica  , com direção de Ian e Dominic Higgins. O  maior   desafio  da   produção  foi   a   recriação do   "milagre do sol"  e    das  aparições  .

Assisti  o trailer e  gostei  do que  vi .  Estou na  expectativa  da  estréia  aqui no Brasil,  pois o   tema   do filme  é  empolgante. Sempre  tive  muita  curiosidade  em saber   o  verdadeiro  significado  das  aparições  de  Fátima  e das mensagens canalizadas  pelos  três  pastores .

Veja   a notícia e o  trailer  AQUI.

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Terei de me afastar   por um período da  blogos ,  estou  sem  tempo para  blogar .
Até  mais ...


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20 de set. de 2009

Olga : Mulher, Judia e Comunista




Olga Benário, mulher, judia e comunista  numa época em que  reunir todas essas  características  era ser  alvo de preconceito, discriminação e perseguição. Ideologias à parte,  o fato é que Olga era  antes  de  tudo uma mulher   e  sendo  mulher  apaixonou-se  por seu  companheiro de militância política , Carlos Prestes,  tendo  com ele  uma filha , Anita Leocádia Prestes.

Quando  foi presa  por motivos políticos Olga estava  grávida . Apesar de  tornar público   seu  estado   e  usar  esse  argumento  para  permanecer no Brasil   uma  vez que o pai da  criança  era  brasileiro ,  o  governo Vargas, através do STF  ( em tempos de  ditadura  não há independência do Judiciário ) , indeferiu   o  indulto   e  acatou   pedido de  extradição do governo da Alemanha. Olga  foi deportada  , retornando  ao seu país de origem  e  entregue   aos nazistas  com  sete  meses de  gravidez . Teve a  filha no presídio , ficando  com ela  até  o fim da  amamentação , quando a pequena Anita  foi  brutalmene  retirada dos  braços da mãe  .  Anita foi entregue  à  avó paterna  e  Olga  ficou sem  saber  notícias da filha  até sua morte,  aos  34  anos, numa câmara de  gás  em um campo de extermínio  nazista.


Sua história  foi tema do filme  "Olga" , dirigido por  Jaime  Monjardim ,  a partir da  biografia  escrita por Fernando  Moraes , estrelado pela  talentosíssima  Camila Morgado . Vi  "Olga" quando  foi lançado  , em 2004,    e  nunca chorei tanto no cinema,  saí de lá com os olhos inchados e  vermelhos . Confesso que não  gosto muito  dos filmes nacionais, mas Olga  foi  um dos melhores  filmes  que  já  vi  e sem dúvida  o melhor  filme brasileiro  de  todos os  tempos .


Uma das  cenas mais emocionantes do filme ...



Anita é retirada à força dos braços de Olga





Imagem encontrada no banco de imagens do Google, sem referência sobre autor

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19 de nov. de 2008

Piaf - Um Hino ao Amor

Alguns dias atrás fizemos uma sessão de cinema em casa e entre outros vimos - eu e minha linda companhia - Um Hino ao Amor , filme biográfico de Edith Piaf . A história de Piaf é emocionante , chorei ... Não é lançamento, mas é muito bom , e para quem não viu na telona na época em que foi lançado , como eu , é uma boa dica de cinema em casa .

Veja a crítica da Marina Lourenço Alves , publicada no Cinema Net ...

"Se existe um gênero dentro do cinema que é capaz de despertar sensações controversas de amor e ódio tanto quanto as adaptações literárias, esse gênero é a biografia. Existem diversos tipos de abordagem de roteiro, direção e fotografia e com certeza, num canto escuro de algum cinema, sempre haverá um fã decepcionado com a narrativa do filme. Esse poderia ser o meu caso e o de muitos outros fãs da – ouso dizer – maior cantora francesa de todos os tempos no filme “Piaf – Um Hino ao Amor” (no título original, La Môme).

Torna-se difícil, portanto, não mencionar grandes momentos de Piaf que foram negligenciados no decorrer do filme. Sua relação com sua filha e seu último marido foram superficialmente exploradas, bem como sua dependência de morfina e a amizade com grandes nomes da literatura, música e cinema (em certo momento, enquanto se apresenta nos Estados Unidos, vemos uma irreconhecível Marlene Dietrich se aproximar e tecer elogios à cantora; Jean Cocteau é mencionado mas jamais aparece; Yves Montand é esquecido e Charles Aznavour merecia uma maior participação), no entanto, nada disso tira os méritos e o encanto da película.

O grande triunfo do diretor Olivier Dahan fica nas mãos da atuação magistral e “mediúnica” de Marion Cotillard e da equipe de direção de arte e maquiagem. A jovem de 32 anos não havia feito nada muito promissor até agarrar o roteiro de Dahan e encarnar “la môme piaf”, ou “o pequeno pardal” como Edith era chamada no início de sua carreira devido a sua estatura de apenas 1,42 cm. Edith Giovanna Gassion, apesar de pequenina, tinha um potencial vocal gigantesco. A grandeza de sua voz foi proporcional as tragédias que aconteceram em sua vida que desde criança sofreu com a ausência dos pais e a cegueira temporária, além da condição financeira lamentável e de outras doenças que debilitaram sua saúde. Seus muitos amantes jamais supriram a perda de seu grande amor Marcel Cerdan, morto num acidente de avião e seus muitos acidentes automobilísticos ajudaram a piorar a condição de sua saúde. Mesmo assim, Edith Piaf encontrava forças para escrever as mais belas canções de amor e parecia viver para se apresentar em palcos diante de multidões que aplaudiam suas interpretações passionais maravilhadas (... ) "
Leia mais aqui

Cena memorável do filme Um Hino ao Amor, com Marion Coutillard

Non, je ne regrette rien


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Agora a verdadeira Edith Piaf cantando Hynme a l'amour( Um Hino ao Amor)

22 de jun. de 2008

Sex And The City e ... Futilidades

Achei interessante esse artigo do Cena Aberta, me identifiquei . Ainda não vi Sex and The City versão telona, pois nunca tive interesse em acompanhar a série na tv . Acho um tanto fútil e somente vi  poucas  cenas de  alguns  episódios , não  achei interessante o  bastante  para  ver   mais . Entretanto adoro uma comédia romântica , por isso estou com vontade de ver o filme . Depois dessa recomendação do "Cena Aberta"  e  de  amigos que  assistiram e  gostaram ,  fiquei curiosa e vou conferir.

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" Eu sei que esse post não vai dar "audiência", mas isso não é tudo para mim. Não posso deixar de escrever coisas que julgo bacanas para viver visando somente comentários, muitos comentários... Acabo de terminar minha maratona Sex And The City. Minha história com essa série é antiga, e, somente hoje, anos depois de ela ter início, chega ao fim. Comecei a seguir o dia a dia de Carrie e suas amigas através do finado Canal 21.

Sempre ouvi falar muito sobre a série e tudo mais, suas polêmicas e seu grande sucesso, mas nunca havia tido a oportunidade de seguir. Até que me deparei com a exibição diária no 21, e isso quando já havia sido cancelada. Aí eis que o canal 21 deixa de existir e entra a Play TV, que deu continuidade por algumas semanas, mas depois deixou de lado. Deu acho que pra ver algumas temporadas, mas nada mais que isso. Meses depois entra na grade do meu pacote o Fox Life, apenas por um mês. E foi durando, durando, até que começaram a passar Sex. Falei "epa, agora vejo até o fim". No dia seguinte cortaram o sinal do Fox. Fuck it. Mas viria outra frustração. A revista Contigo lançou uma promoção da série, que vinha uma revista e um DVD. Pronto, uma luz no fim do túnel. Que nada. Lançaram DVDs apenas da primeira e segunda temporada, e eu fiquei "de ar" novamente. Entro em contato com a Contigo e diziam estar negociando com a produtora novos DVD´s, mas nunca saiu disso.

Até que acessei a Americanas.com e havia uma promoção dos DVD´s. Era a hora. O filme iria estrear no cinema e eu precisava saber o "happy and" da série versão TV para depois ver a versão "telona". Precisei contar tudo isso porque foi uma verdadeira aventura chegar até aqui - e eu quase não gosto de escrever. Muitos acham Sex muito fútil, falando de moda, Dior, Chanel, Manolo Blanick, e bla bla bla. Ah, e porque a série tinha muito sexo. Eu não via por isso. Aprendi muita coisa, mesmo porque, como jornalista, vivo questionando a vida e as coisas, assim como Carrie. Além do mais, eu adoro uma comédia. E há muito tempo eu não ria tanto como ri neste final de semana, ao fazer uma maratona com a season finale, a temporada seis. Muito bom, muito bom mesmo, a melhor, mais divertida e mais emocionante de todas. Miranda descobriu o amor. Samantha aprendeu a amar. Charlote amou e teve muitos filhos. Carrie finalmente ficou com o John, the Big.

Quatro anos se passaram e a série continua atual, viva, e, acima de tudo, um sucesso como pouco se vê. Por mais que Friends, outra série que eu amo de paixão, tenha feito estrondoso sucesso em suas dez temporadas, não se fala tanto como se falou sobre Sex and the City. Depois desse curto período de tempo, Sex e Sarah Jessica continuaram na mídia. E, pelo jeito, não deixarão os holofotes tão cedo. Agora, só me resta ver o filme. E vocês, vocês que não gostam da série, bocejarem com esse longo texto. But, that´s life. Quem ainda não viu, recomendo. "

Fonte: Cena Aberta


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P.S. Assisti Sex And The City e gostei . O filme é divertido , com cenas picantes e o melhor... os gatos são lindos , de tirar o fôlego !  :))

* post reeditado

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16 de mai. de 2008

Spirit: O Corcel Indomável

Spirit , O Corcel Indomável , O Rei Leão , A Pequena Sereia e Atlântida - O Reino Perdido , são meus filmes de animação preferidos. Apesar de antigo (2002) talvez alguém ainda não tenha visto Spirit . Para quem gosta do gênero recomendo, pois o filme tem uma bonita estória com muitas aventuras , imagens belíssimas e excelente trilha sonora.

Spirit: O Corcel Indomável
(Spirit: Stallion of the Cimarron, 2002)
Origem: Estados Unidos
Duração: 83 minutos
Tipo: Longa
Trailer:
clique aqui

Sinopse: Spirit é um cavalo que resiste ser domado pelo homem durante o século XVII, no velho oeste americano. Ele vê, junto com seu amigo índio Lakota e a égua Chuva, as tranformações que a colonização do homem influencia no seu cotidiano.
Indicado ao Oscar de Melhor Animação (2002)


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